Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Memórias dos Pupilos

Aqui vou registar as lembranças, boas e más, dos meus tempos de aluno dos Pupilos do Exército para as partilhar com os leitores. São, também, para os actuais alunos se quiserem conhecer velhas experiências...

Memórias dos Pupilos

Aqui vou registar as lembranças, boas e más, dos meus tempos de aluno dos Pupilos do Exército para as partilhar com os leitores. São, também, para os actuais alunos se quiserem conhecer velhas experiências...

A cultura do silêncio

 
Fui ver o «Fórum Pilão XXI». Vou algumas vezes na semana para me informar sobre o que há de novo, já que da Associação nada quero saber. Antigo aluno sou; sócio da Associação não sou… Eu e muitos mais que passaram pelo Instituto!
 
Fui ver e dei com uma postagem do Raul Dionísio (o 244 de 1948, que por lapso — estranho e lamentável lapso em quem sempre foi bastante, talvez excessivamente, atinado — se atribuiu o ano de entrada em 1938) que aconselha os utilizadores do referido fórum a terem «cautela» com o «inimigo» para, com o que por lá se diz, não lhe fornecer «munições».
 
De facto, o Raul Dionísio que entrou, no Instituto, no ano de 1948 parece que deveria ter entrado no ano de 1928 e não de 1938 como ele próprio diz que entrou. Está velho ou gagá! Está tomado do pânico dos pobres velhotes que já não podem com meia gata pelo rabo!
 
O Raul Dionísio deu-nos, de várias maneiras, o exemplo do que não se deve fazer.
Não dar «munições» ao «inimigo»?! Mas qual inimigo? Será que ele está convencido de que no Estado-Maior do Exército não se sabe tudo o que se possa dizer no «Fórum Pilão XXI»? Que os antigos alunos do Colégio Militar não sabem tudo o que se passa nos Pupilos do Exército? Que os pais dos alunos desconhecem como está o Instituto? Que os pais de potenciais alunos não se vão informar sobre a situação da instituição onde querem meter os seus filhos? A quem é que o Raul Dionísio, e todos os Dionísios da Associação, quer enganar? Quem é para ele o «inimigo»?
 
De facto, ao enganar-se na data de entrada, deveria tê-lo feito com mais rigor e, em vez de 1938, poderia ter posto 1918… Ia-lhe mais a calhar!
 
Raul Dionísio, eu até tinha de ti uma excelente opinião, mas não te imaginava tão ingénuo! Ou tão retrógrado! O tempo dos silêncios, do faz de conta que está tudo bem quando está tudo mal, já lá vai! Acabou há 33 anos, como tu muito bem sabes!
Era no tempo da ditadura que se tentava tapar o sol com a peneira. Agora a peneira está rota ou já nem existe; os podres estão à mostra e quanto mais se chafurdar neles mais se lhes retira o pus, a matéria putrefacta, tudo o que contamina e não é saudável.
Tem de vir tudo abaixo para que se construa algo de bom. Pode ser um Pilão mais pequeno, mais modesto nos seus objectivos, mas será uma Casa que honrará os seus fundadores os quais simplesmente desejaram fazer um Instituto Profissional. Foi o valor e o empenho dos alunos e dos professores que geraram a dinâmica necessária para ele, o Instituto, crescer e se modificar, deixando de ser uma instituição profissional — no verdadeiro sentido em que foi criada — para se transformar numa Escola de referência. Mas esse processo de transformação foi feito à luz do dia, sem silêncios comprometedores, sem «faz de conta», sem mentiras, sem aquilo que tu, do alto da tua quase centenária idade mental aconselhas.
 
Se não tens mais nada para oferecer aos ex-alunos do Instituto não lhes ofereças a degradante imagem de um Pilão que noutros tempos foi referência positiva, mostrando-se como caquéctica referência negativa.
 
O «Fórum Pilão XXI» foi concebido, no ardor de uma luta, pela generosidade de homens que queriam discutir o Pilão e estava virado para a centúria onde nos resta acabar os nossos dias, quer dizer, estava virado para o Futuro; não foi obra de velhos, carcomidos pelo receio da sua própria sombra; não foi imaginado para se continuarem ignóbeis processos de sigilo. Não, foi pensado como o local de encontro de quem tem tudo a dizer e nada teme.
 
O «Fórum Pilão XXI» tem estado reduzido, de há um ano a esta parte, a uma mera agência promotora de encontros de interesses nem sempre confessáveis! Agora que tinha ganho um sopro de interesse, vieste tu, Raul Dionísio, com os receios dos antiquados membros dos Conselho de «veneráveis» tentar calá-lo! Calá-lo com os métodos que se vivem nessa Associação onde se cultiva tudo o que de mais contrário há aos valores ensinados ou apreendidos no Instituto.
 
Não tenho paciência!

2 comentários

Comentar post