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Memórias dos Pupilos

Aqui vou registar as lembranças, boas e más, dos meus tempos de aluno dos Pupilos do Exército para as partilhar com os leitores. São, também, para os actuais alunos se quiserem conhecer velhas experiências...

Memórias dos Pupilos

Aqui vou registar as lembranças, boas e más, dos meus tempos de aluno dos Pupilos do Exército para as partilhar com os leitores. São, também, para os actuais alunos se quiserem conhecer velhas experiências...

Boas notícias

TGen. Vaz Antunes

 
Foi no Fórum-Pilão XXI que dei com a notícia de o João Nabais, em representação da Associação dos Pupilos do Exército, ter sido recebido pelo TGen. Vaz Antunes, Comandante Geral da Instrução e Doutrina do Exército a quem foi apresentar cumprimentos de Boas Festas. Diz o Nabais (207 de 1960) que é preocupação daquele oficial general escolher os graduados que se destinam a prestar serviço no Instituto dos Pupilos do Exército e que, para dar início a essa orientação, já, em Fevereiro do ano que se aproxima, vai ser lá colocado o actual comandante do Regimento de Infantaria 3 (Beja), Coronel Soares o qual, segundo parece, é um militar muito prestigiado no Exército português.
 
Ficamos à espera, mas temos quase a certeza de que este novo empenho resulta da nova orientação que se pretende dar ao Instituto.
Ao Exército e aos seus Chefes chegaram, por várias vias, palavras como as nossas — as que há muitos meses vimos deixando aqui neste recanto da Internet, mas que muito boa gente consulta e lê com atenção! — as quais, sendo realistas, ajudam a mostrar possíveis saídas para, mantendo vivo e de boa saúde o Instituto dos Pupilos, fazer dele uma Instituição com utilidade para as Forças Armadas e de Segurança e, por arrastamento, para o País.
 
O menino Jesus, o Pai Natal ou, mais em concreto, o general Vaz Antunes ouviram as preces que fomos lançando para o ar. Os Pupilos do Exército continuam a ter um lugar e um papel a desempenhar em Portugal. De momento, esse papel pode até parecer mais modesto do que foi no passado, mas, estamos certos, é uma situação temporária. Nada impede, por exemplo, que o Instituto, pela sua vertente tecnológica, não venha a ter uma função específica como escola preparatória para ingresso nas Academias militares! Ele poderia ser o estabelecimento onde todos os jovens do País que, findo o 10.º ano de escolaridade, sentindo vocação para o ingresso em qualquer uma das Academias ou Escolas Militares ou de Segurança, frequentariam, para adquirirem preparação final escolar e pré-militar, passando a ser requisito selectivo para o concurso, findo o 12.º ano. Nesta possível orientação, quem não fosse admitido nas Academias teria um diploma que, para além de lhe conferir a possibilidade de continuar os estudos no ensino superior civil, lhe dava garantias de conhecimentos práticos para áreas técnicas e tecnológicas específicas. Os alunos do Colégio Militar não perderiam as suas valências nem a possibilidade de ingresso nas fileiras militares, mas o Instituto dos Pupilos do Exército funcionaria como escola preparatória específica para todos quantos quisessem, vindos dos mais recônditos lugares de País, concorrer às Academias — Militar, da Força Aérea, de Polícia e Escola Naval. Aluno que não entrasse ou desistisse por ter concluído que a sua vocação castrense não existia teria sempre oportunidade a concorrer a uma Universidade ou, no caso de não o desejar fazer, estar habilitado com uma profissão tecnológica intermédia. Deste modo, ninguém perdia nada e as Academias ganhavam alunos com uma formação castrense mais apropriada e avançada.
 
Esperamos que o senhor Tenente-General Vaz Antunes possa ler esta sugestão e a consiga fazer aceitar aos mais altos níveis das Forças Armadas. É gratuita a ideia e deixamo-la como prenda de Natal para os mais altos responsáveis pela instrução e recrutamento dos futuros oficiais das Forças Armadas e de Segurança. Não desejamos agradecimentos… Ficamos satisfeitos se a aceitarem.

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