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Memórias dos Pupilos

Aqui vou registar as lembranças, boas e más, dos meus tempos de aluno dos Pupilos do Exército para as partilhar com os leitores. São, também, para os actuais alunos se quiserem conhecer velhas experiências...

Memórias dos Pupilos

Aqui vou registar as lembranças, boas e más, dos meus tempos de aluno dos Pupilos do Exército para as partilhar com os leitores. São, também, para os actuais alunos se quiserem conhecer velhas experiências...

Uma homenagem que tardava

 
31 de Janeiro é, para todos os republicanos, uma data célebre. Nesse dia, em 1891, estalou, no Porto, a primeira tentativa de implantação da República em Portugal. Contudo, este ano, no 31 de Janeiro de 2008, um Pilão, de quase todos conhecido, celebra a bonita idade de 90 anos com perfeita lucidez e capacidade de trabalho apropriada à idade de… setenta e poucos! É o Augusto Dias o responsável, na prática, pela edição do Boletim da Associação dos Pupilos do Exército.
 
Não sou sócio da APE, não recebo o Boletim, mas nem por isso deixo de reconhecer ao Augusto Dias o extraordinário mérito que lhe cabe pela perseverança e pela lição que nos dá a todos sobre a forma de se poder estar e pertencer a uma Associação sem conflitos nem desavenças.
Realmente, a longevidade de Augusto Dias deve ter-lhe ensinado aquilo que eu ainda não aprendi: é que os garotos, se não morrerem entretanto, hão-de chegar a velhos e perceber quanto de passageiro tem a Vida, quanto ilusórios são os cargos e as honras que eles se atribuem e, acima de tudo, quanto importante é amar uma ideia pelo valor dela mesma. Esta é, por certo, a maior de todas as lições que Augusto Dias dá aos antigos alunos dos Pupilos do Exército: amar a Casa que nos educou, amar o ideal que nos foi ensinado e esquecer os homens que passam, vaidosamente, pelos diferentes cargos da Associação. Ele, na sua sábia e silenciosa modéstia, vai deixando para a posteridade um Boletim que, pelo menos, antes da Internet era o elo de ligação de todos os Pilões… De todos os Pilões que gostavam de ler, porque, há muitos anos, existia entre nós, antigos alunos, o hábito de ler! Talvez não fosse tanto como o desejável, mas era o suficiente para ler de uma ponta à outra o Boletim.
 
Porque a APE vai levar a efeito um almoço de homenagem ao Augusto Dias — já lhe devia ter dado lugar de bem maior destaque! — e, porque não sou sócio, não estarei presente (aliás, a essa hora conto ter chegado a Coimbra onde tomarei assento num colóquio de História). Contudo, porque nutro pelo Augusto Dias uma profunda estima e nele encontro as virtudes de quem soube ser, acima de tudo e de todos, Pilão, não quero deixar de lhe prestar aqui a minha homenagem pessoal. Pessoal e pública, esperando que nos dê a todos o prazer de, dentro de uma década — para os que por cá andarem — lhe darmos o abraço que uma centúria já vivida bem merece.
 
Como republicano que sou, este ano, o 31 de Janeiro, vai ter mais um motivo para ser bem comemorado.
Pelo Augusto Dias, salve, salve, salve!!!

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